Minha paixão pelo clown reside em duas características, que são a base da arte clownesca: a revelação e a interação. Características essas que colocam o indivíduo de frente com a própria imagem e as próprias ações, enfatizando seu lado humano e promovendo interações através do jogo.
“O clown não é apenas uma linguagem, é, também, uma forma de olhar o mundo, de se reconhecer humano e de reconhecer a humanidade nos outros.” (ICLE, 2006, p. 12).
O trabalho com o palhaço possibilita um conhecimento profundo das potencialidades criativas de cada individuo, na medida em que permite um processo de auto-conhecimento e a construção de um estado de jogo. Os jogos e exercícios característicos da arte clownesca propiciam o desenvolvimento do jogo cênico dos alunos, justamente por criarem uma atmosfera de “permissão”, onde tudo é possível através da máscara do palhaço. Segundo Puccetti (2000), a máscara do clown serve como um espelho da sociedade, revela as inúmeras facetas do ser humano, permite a crítica, o olhar distorcido e o reconhecer de si.
“O clown é aquele que fica face a face com todas as direções do ser humano, ou seja, entra em contato com todas as nuances do ser, revelando-as e permitindo que possamos rir de nós mesmos.” (PUCCETTI, 2000, p. 89).

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