Ando vendo os vídeos das aulas...
Uma coisa é certa, os alunos se envolvem muito!
No primeiro momento os trabalhos foram mais individuais, agora passei aos trabalhos coletivos. Estava com um pouco de medo, é o momento em que a timidez, a vergonha e a exposição mais aparece.
O que eu vi?
Um grupo de alunos totalmente envolvidos pelo jogo - entregues, brincando, se divertindo. O riso era fruto das construções do próprio jogo e não de brincadeirinhas paralelas que geralmente ocorrem!
Coisas geniais começam a aparecer, mas o mais interessante para mim, neste momento, é a entrega e o inteiro envolvimento, ou seja, a construção do ESTADO DE JOGO, no qual tudo pode acontecer!!!!!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Apaixonada
Estou completamente apaixonada pelo meu grupo de alunos!
Na última aula eu disse:
"COMO VIVEREI SEM VOCÊS QUANDO TUDO ISSO ACABAR?"
Mais que rapidamente ouvi:
"MONTA UM GRUPO EM OUTRO HORÁRIO!"
Não tem preço!
Na última aula eu disse:
"COMO VIVEREI SEM VOCÊS QUANDO TUDO ISSO ACABAR?"
Mais que rapidamente ouvi:
"MONTA UM GRUPO EM OUTRO HORÁRIO!"
Não tem preço!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Respostas
Alguns alunos respondem com o corpo todo. Sempre! Parece que naturalmente. Algo incontrolável.
Simplesmente reagem com tudo.
Nestes basta saber olhar!!!!!!!!!! Fica fácil pensar em coisas para se fazer e brincar porque as respostas físicas são repletas de elementos e energia.
Mais delicado é lidar com os alunos mais contidos, nestes observo dois tipos de trabalho:
1. aqueles que mesmo tímidos se envolvem e realizam coisas delicadas, verdadeiras e que abrem possibilidades;
2. outros que ainda me parecem um folha em branco...eles estão presentes, trabalham, mas permanecem contidos e fechados em sua órbita de ação cotidiana, parece que não há experimentos ou elementos que escapem - esses são um desafio. Percebo que este grupo de alunos (pequeno) as vezes ficam invisíveis aos meus olhos....
É fácil ver o que está escancarado, difícil é ver o delicado....
Depois não basta ver, é preciso fazer algo com tudo isso...
Adoro esse desafio!
Simplesmente reagem com tudo.
Nestes basta saber olhar!!!!!!!!!! Fica fácil pensar em coisas para se fazer e brincar porque as respostas físicas são repletas de elementos e energia.
Mais delicado é lidar com os alunos mais contidos, nestes observo dois tipos de trabalho:
1. aqueles que mesmo tímidos se envolvem e realizam coisas delicadas, verdadeiras e que abrem possibilidades;
2. outros que ainda me parecem um folha em branco...eles estão presentes, trabalham, mas permanecem contidos e fechados em sua órbita de ação cotidiana, parece que não há experimentos ou elementos que escapem - esses são um desafio. Percebo que este grupo de alunos (pequeno) as vezes ficam invisíveis aos meus olhos....
É fácil ver o que está escancarado, difícil é ver o delicado....
Depois não basta ver, é preciso fazer algo com tudo isso...
Adoro esse desafio!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pérolas
Meus alunos são umas pérolas!
Desde a aula passada começamos a trabalhar com jogos em duplas, trios ou quartetos, como forma de desenvolver o jogo conjunto e para a descoberta de possibilidades de gags.
Hoje vários me surpreenderam. Estão se mostrando cada vez mais soltos e confiantes, até mesmo os mais tímidos apresentam progressos, se propondo a entrar nos exercícios e apresentando os resultados sem ficar se comparando com os outros.
Alguns números já se esboçam. Mas geralmente porque eu aponto caminhos para se percorrer, coisas que observo surgir durante os jogos. Espero que até o final da oficina eles possam estar percebendo seus materiais e resignificando. Lembrei de alguns quadros teóricos que preciso rever e que podem me auxiliar a entender esse processo: o desenvolvimento do jogo (heteronomia e autonomia) e da tomada de consciência (primeiro do que é exterior para depois o que é interno no indivíduo) de PIAGET.
Não sei se é uma turma especial ou se conseguimos construir essa atmosfera de jogo e generosidade.
Talvez os dois!
Desde a aula passada começamos a trabalhar com jogos em duplas, trios ou quartetos, como forma de desenvolver o jogo conjunto e para a descoberta de possibilidades de gags.
Hoje vários me surpreenderam. Estão se mostrando cada vez mais soltos e confiantes, até mesmo os mais tímidos apresentam progressos, se propondo a entrar nos exercícios e apresentando os resultados sem ficar se comparando com os outros.
Alguns números já se esboçam. Mas geralmente porque eu aponto caminhos para se percorrer, coisas que observo surgir durante os jogos. Espero que até o final da oficina eles possam estar percebendo seus materiais e resignificando. Lembrei de alguns quadros teóricos que preciso rever e que podem me auxiliar a entender esse processo: o desenvolvimento do jogo (heteronomia e autonomia) e da tomada de consciência (primeiro do que é exterior para depois o que é interno no indivíduo) de PIAGET.
Não sei se é uma turma especial ou se conseguimos construir essa atmosfera de jogo e generosidade.
Talvez os dois!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Tomada de consciência
Percebo que os alunos conseguem explorar ações espontâneas, algumas se repetem ou por terem se apropriado, ou porque são reações muito características da personalidade dos alunos e que retornam naturalmente. Reações, formas que se repetem espontaneamente
A questão agora é como ajudá-los a perceber e se apropriar de fato dessas reações para desencadeamento delas no jogo.
As ações precisam ocorrer espontaneamente sempre mesmo que já apropriadas... as ações devem ser naturais frutos de uma reação verdadeira a algo, mas elas não são desconhecidas do ator....
Mil idéias pipocam na minha mente...
Vou ler sobre isso no trabalho do prof. Gilberto Icle, quem sabe consigo clarear as idéias!
A questão agora é como ajudá-los a perceber e se apropriar de fato dessas reações para desencadeamento delas no jogo.
As ações precisam ocorrer espontaneamente sempre mesmo que já apropriadas... as ações devem ser naturais frutos de uma reação verdadeira a algo, mas elas não são desconhecidas do ator....
Mil idéias pipocam na minha mente...
Vou ler sobre isso no trabalho do prof. Gilberto Icle, quem sabe consigo clarear as idéias!
As vezes....
As vezes não é apoteose!!!!
Então vamos esmiuçar e encontrar as causas!
A aula foi um pouco maçante, consegui sair com dor de cabeça e um aluno lesionado!
Na verdade uma aluna, que no jogo de pula-cela caiu de queixo no chão. Nada grave mas fiquei arrasada...enfim...
Acredito que a aula não tenha funcionado por uma razão bem simples - dei um único foco!
Geralmente divido a aula em dois momentos, um de experimentação e de descoberta de si e outros com jogos mais técnicos (como de triangulação).
Dessa vez apostei só nos exercício de descoberta da figura do palhaço...resultado muito cansaço!
A aula não foi de toda ruim pois rendeu momentos memoráveis, como uma das alunas que descobriu uma maneira de falar durante o exercício (a mesma que caiu...), ou a descoberta de algumas reações muito interessantes ao correr de olhos fechados, ou alguns rolamentos cheios de charme ou esquisitice!
Talvez a aula não tenha sido tão ruim, só eu estou mais cansada que de costume!
Ah! Também tive respostas LINDAS quando questionei os alunos sobre como estavam entendendo o trabalho... É, estou no caminho! Mas com certeza vou voltar a dividir a aula para que tenha uma dinâmica mais interessante.
Então vamos esmiuçar e encontrar as causas!
A aula foi um pouco maçante, consegui sair com dor de cabeça e um aluno lesionado!
Na verdade uma aluna, que no jogo de pula-cela caiu de queixo no chão. Nada grave mas fiquei arrasada...enfim...
Acredito que a aula não tenha funcionado por uma razão bem simples - dei um único foco!
Geralmente divido a aula em dois momentos, um de experimentação e de descoberta de si e outros com jogos mais técnicos (como de triangulação).
Dessa vez apostei só nos exercício de descoberta da figura do palhaço...resultado muito cansaço!
A aula não foi de toda ruim pois rendeu momentos memoráveis, como uma das alunas que descobriu uma maneira de falar durante o exercício (a mesma que caiu...), ou a descoberta de algumas reações muito interessantes ao correr de olhos fechados, ou alguns rolamentos cheios de charme ou esquisitice!
Talvez a aula não tenha sido tão ruim, só eu estou mais cansada que de costume!
Ah! Também tive respostas LINDAS quando questionei os alunos sobre como estavam entendendo o trabalho... É, estou no caminho! Mas com certeza vou voltar a dividir a aula para que tenha uma dinâmica mais interessante.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Fronteiras II
Toda essa minha divagação do EU social, e o EU total (sei lá de onde eu tirei esses conceitos!) foi desencadeado por duas coisas:
1. Meus questionamento entre a fronteira do meu EU e da minha PALHAÇA;
2. E o retorno de alguns alunos a respeito da oficina. Muitos me escreveram (durante os temas de casa) impressionados com o fato de como em um olhar eu conseguia ver, aquelas coisas que são segredos da vida deles.
Então quero desenvolver meu pensamento em duas frentes: do reconhecer a totalidade de si em relação a máscara social (que já esbocei na postagem anterior) e da EMPATIA.
1. Meus questionamento entre a fronteira do meu EU e da minha PALHAÇA;
2. E o retorno de alguns alunos a respeito da oficina. Muitos me escreveram (durante os temas de casa) impressionados com o fato de como em um olhar eu conseguia ver, aquelas coisas que são segredos da vida deles.
Então quero desenvolver meu pensamento em duas frentes: do reconhecer a totalidade de si em relação a máscara social (que já esbocei na postagem anterior) e da EMPATIA.
"O processo de descoberta do clown pessoal provoca a quebra de couraças que usamos na vida cotidiana... Mais do que formas esteriotipadas, o que causa o riso são as manifestações autênticas advindas da sensação de desconforto e insegurança do clown diante do público."
(BURNIER, A arte de ator, p. 218)
"A função da máscara seria ajudar cada um entrar em contato com as próprias direções internas."
(PUCCETTI, O clown através da máscara, Revista do Lume, p. 89)
A partir desses dois referenciais, entende-se a arte do palhaço como um trabalho de desenvolvimento pessoal e único na direção da experimentação, reconhecimento e utilização das inúmeras possibilidades expressivas, energéticas e de sentimentos de cada ser humano envolvido no processo.
Assim, a função do professor é possibilitar um espaço de experimentação dessas possibilidades, assim como de ajudar cada aluno em seu processo de descoberta, revelação, reconhecimento e apropriação de suas diferentes possibilidades de ação e reação. Da mesma forma é preciso construir um trabalho que possibilite aos alunos tomadas de consciência em relação ao próprio trabalho e dos outros envolvidos (colegas e platéia) para o desenvolvimento dos jogos cênicos, das gags e da relação com o público.
Aí entra o conceito de EMPATIA!
Do grego EMPATHEIA, “paixão, estado de emoção”, de EN, “em”, mais PATHOS, “sentimento”
Empatia é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, de reconhecer e compreender as emoções de outros indivíduos. Encontrei no site http://redepsicologia.com/empatia uma definição interessante que diz:
"Muitas vezes, é caracterizada como a capacidade de 'colocar-se nos sapatos da outra pessoa', ou, de algum modo, a experiência das perspectivas e emoções de um outro ser dentro de si."
Colocar-se nos sapatos de outra pessoa é muito clownesco! Seguindo, o mesmo artigo aponta para a necessidade de compreender que empatia não é simplesmente reconhecer o estado emocional do outros, mas é a percepção e compreensão de um intricado e complexo conjunto de relações que envolve sujeitos, objetos e formas de reação.
"As emoções das pessoas raramente são postas em palavras; com muito mais frequencia são expressas por outras formas. A chave para que possamos entender os sentimentos dos outros está na capacidade de interpretar canais não verbais: o tom de voz, gestos, expressões faciais e outros sinais."
(GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional, p. 110)
Assim a arte do palhaço ao mesmo tempo que requer, pode possibilitar o desenvolvimento da empatia, tendo em vista que o jogo do palhaço necessita do reconhecimento de si e do outro para a construção da ação cênica.
Mas o conceito de EMPATIA é extremamente importante para mim, porque se conecta com a noção de humanidade, DE UM OLHAR AMOROZO em relação ao outro.
Olhar o outro amorazamente, buscando colocar-se em seu lugar, entendendo suas peculiaridades e sentimentos resgata aquilo que por vezes se perde no emaranhado de função do cotidiano, que é ver e ouvir de fato o outro, contemplar um mundo além do próprio umbigo e suas vontades! Empatia é o caminho para a compaixão e o autruísmo! Mas isso é outra história!!!!
Olhar o outro amorazamente, buscando colocar-se em seu lugar, entendendo suas peculiaridades e sentimentos resgata aquilo que por vezes se perde no emaranhado de função do cotidiano, que é ver e ouvir de fato o outro, contemplar um mundo além do próprio umbigo e suas vontades! Empatia é o caminho para a compaixão e o autruísmo! Mas isso é outra história!!!!
O estado de empatia, ou de entendimento empático, consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém, como se fosse a outra pessoa, porém sem perder nunca essa condição de “como se”.
Fronteiras I
Um blog respinga no outro! Quando questiono meu trabalho como palhaça também questiono meu trabalho como prof. na oficina - O PALHAÇO O QUE É?.
A questão agora é o reconhecer a fronteira entre o "eu", o pessoal e individual de cada um e o a construção do palhaço, ou melhor o espiar do palhaço de cada um. Porque é importante que fique bem claro, que em nenhum momento pretendo fazer uma iniciação de clown com os alunos, o objetivo é oportunizar o experimentar do jogo do palhaço e um espiar de si e suas possibilidades clownescas, ou se preferirem cômicas!
Bom, retomar a linha de pesamento para não perder este "fio" entre as inúmeras justificativas que prevejo ter que dar um dia, pela minha audácia em trabalhar com o clown na escola!
Retomando o fio:
O primeiro momento da oficina chamo de "descoberta de si", que é a parte de perceber, revelar, compreender e depois fazer uso das possibilidades expressivas e cômicas de cada um. Para isso estou investindo numa série de exercícios que buscam desconstruir um pouco os comportamentos cotidianos.
Na construção da personalidade e comportamento adulto a inserção no mundo coletivo é fundamental. Saímos da base familiar para o núcleo social e nessa trajetória uma séries de comportamentos são constituídos. Ações, gestos e movimentos são estruturados, de forma consciente ou não, buscando a interação com nossos pares. Nessa construção parte de nosso comportamento torna-se enrijecido e limitado, calcado num repertório de ações que já sabemos funcionar para nos comunicar com o outro, nos proteger ou nos colocar diante das situações. Nesse contexto ações, gestos ou movimentos espontâneos começam a se distanciar desse cotidiano, porque aquilo que é espontâneo (não espontaneísta) causa surpresa e pode sair de nosso controle de ação e reação (do outro e de nós mesmos)!
Onde quero chegar?
Na construção de ações espontâneas e criativas! Na importância do trabalho do palhaço na escola como forma de espaço para o desenvolvimento constante das ações criativas, espontâneas e como espaço para o reconhecimento do EU na sua totalidade, de máscara social mas também de...INTEIREZA (não tenho neste momento uma palavra melhor para tentar descrever humanidade, para descrever aquilo que vai além do comportamento socialmente aceito ou socialmente necessário).
E aqui perco novamente meu fio porque preciso desenvolver essa idéia de comportamento necessário socialmente e que equivocadamente pouco incluí o que é espontâneo, criativo, absurdo, diferente, enlouquente, que escapa dos padrões.
Tentando retomar o fio:
Quando se trabalha com a arte do palhaço é preciso reconhecer e desenvolver as máscaras, as diferentes facetas do ser humano. Rir, brincar, criar poesia com suas possibilidades.
Preciso aqui incluir partes do texto do Ricardo Puccetti e outro do Burnier, mas minhas idéias estão pipocando então foi aproveitar depois cato a parte do conteúdo que também é desencadeados das minhas dúvidas!
A questão agora é o reconhecer a fronteira entre o "eu", o pessoal e individual de cada um e o a construção do palhaço, ou melhor o espiar do palhaço de cada um. Porque é importante que fique bem claro, que em nenhum momento pretendo fazer uma iniciação de clown com os alunos, o objetivo é oportunizar o experimentar do jogo do palhaço e um espiar de si e suas possibilidades clownescas, ou se preferirem cômicas!
Bom, retomar a linha de pesamento para não perder este "fio" entre as inúmeras justificativas que prevejo ter que dar um dia, pela minha audácia em trabalhar com o clown na escola!
Retomando o fio:
O primeiro momento da oficina chamo de "descoberta de si", que é a parte de perceber, revelar, compreender e depois fazer uso das possibilidades expressivas e cômicas de cada um. Para isso estou investindo numa série de exercícios que buscam desconstruir um pouco os comportamentos cotidianos.
Na construção da personalidade e comportamento adulto a inserção no mundo coletivo é fundamental. Saímos da base familiar para o núcleo social e nessa trajetória uma séries de comportamentos são constituídos. Ações, gestos e movimentos são estruturados, de forma consciente ou não, buscando a interação com nossos pares. Nessa construção parte de nosso comportamento torna-se enrijecido e limitado, calcado num repertório de ações que já sabemos funcionar para nos comunicar com o outro, nos proteger ou nos colocar diante das situações. Nesse contexto ações, gestos ou movimentos espontâneos começam a se distanciar desse cotidiano, porque aquilo que é espontâneo (não espontaneísta) causa surpresa e pode sair de nosso controle de ação e reação (do outro e de nós mesmos)!
Onde quero chegar?
Na construção de ações espontâneas e criativas! Na importância do trabalho do palhaço na escola como forma de espaço para o desenvolvimento constante das ações criativas, espontâneas e como espaço para o reconhecimento do EU na sua totalidade, de máscara social mas também de...INTEIREZA (não tenho neste momento uma palavra melhor para tentar descrever humanidade, para descrever aquilo que vai além do comportamento socialmente aceito ou socialmente necessário).
E aqui perco novamente meu fio porque preciso desenvolver essa idéia de comportamento necessário socialmente e que equivocadamente pouco incluí o que é espontâneo, criativo, absurdo, diferente, enlouquente, que escapa dos padrões.
Tentando retomar o fio:
Quando se trabalha com a arte do palhaço é preciso reconhecer e desenvolver as máscaras, as diferentes facetas do ser humano. Rir, brincar, criar poesia com suas possibilidades.
Preciso aqui incluir partes do texto do Ricardo Puccetti e outro do Burnier, mas minhas idéias estão pipocando então foi aproveitar depois cato a parte do conteúdo que também é desencadeados das minhas dúvidas!
domingo, 21 de agosto de 2011
Pérolas para uma professora
Costumo dizer que quando estou com o nariz vermelho meu corpo parece pequeno demais para minha alma, então ela transborda!
Agora compartilhando o trabalho com alguns alunos ganhei essa pérola:
"Acho que alguém decide ser um palhaço apartir do momento em que o seu interior é tão imenso e intenso, que seria necessário ter duas "almas" para tanta informação de sentimento. Neste caso, uma das almas seria a de um palhaço."
De uma aluna maravilhosa
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Identidade docente
Há dois caminhos para eu pensar sobre meu processo de construção docente:
1. Eu como professora em qualquer momento de sala de aula;
2. Eu como professora buscando compartilhar meus conhceimentos sobre o jogo do palhaço.
Em relação ao primeiro ítem, eu observo direto como o jogo do clown interfere na minha interação com os alunos. Uso muito a idéia do Branco e do Augusto nas aulas, como maneira de buscar a atenção do aluno e manter a afetividade, ou para demosntrar exercícios e suas possibilidades, ou ainda para ampliar o trabalho que o aluno está fazendo servidno de espelho para o seu movimento. Um espelho que pode ampliar ou deformar o movimento.
FULANO(furiosa com o peito para fora e o dedo em riste)... Tu pode olhar para mim (com os ombros caídos, os braços ao longo do corpo, uma cara de pedinte e a voz mais suave).
Em relação ao segundo ítem tenho me constituído aos poucos, observado meu modo de agir, buscando construir meu olhar em relação ao outro, buscando entender o que está escondido, escapando através do mínimo gesto, suspiro ou do olhar. Tentanto perceber o que vai além daquilo que o outro quer expressar, perceber aquilo que está no sem querer, no involuntário, no detalhe!
Não é fácil, requer gentileza, calma e um olhar amorozo.
1. Eu como professora em qualquer momento de sala de aula;
2. Eu como professora buscando compartilhar meus conhceimentos sobre o jogo do palhaço.
Em relação ao primeiro ítem, eu observo direto como o jogo do clown interfere na minha interação com os alunos. Uso muito a idéia do Branco e do Augusto nas aulas, como maneira de buscar a atenção do aluno e manter a afetividade, ou para demosntrar exercícios e suas possibilidades, ou ainda para ampliar o trabalho que o aluno está fazendo servidno de espelho para o seu movimento. Um espelho que pode ampliar ou deformar o movimento.
FULANO(furiosa com o peito para fora e o dedo em riste)... Tu pode olhar para mim (com os ombros caídos, os braços ao longo do corpo, uma cara de pedinte e a voz mais suave).
Em relação ao segundo ítem tenho me constituído aos poucos, observado meu modo de agir, buscando construir meu olhar em relação ao outro, buscando entender o que está escondido, escapando através do mínimo gesto, suspiro ou do olhar. Tentanto perceber o que vai além daquilo que o outro quer expressar, perceber aquilo que está no sem querer, no involuntário, no detalhe!
Não é fácil, requer gentileza, calma e um olhar amorozo.
Segundo encontro
Hoje, foi nosso segundo dia de aula.
Metade da turma presente, outra metade estava se arrumanda para a festa de rei e rainha da escola...
Concorrência forte!
A aula começou com mais resistência por parte dos alunos, pareciam cansados. Quando souberam que repetiríamos sempre o mesmo núcleo de aquecimento e energéticos fizeram um "ah sora!".
Mas embarcaram! Precisei estar muito presente para levantar a energia. Fiz muita coisa junto com eles para mobilizá-los.
Acredito que é importante estar junto, dizer os nomes durante os exercícios, apontar algumas coisas que eles estão fazendo. Os alunos se sentem vistos, valorizados e abre espaço para que eles observem as próprias ações e não somente executem.
O exercício dos animais foi interessante, eles exploraram, mas percebi que estavam aquém do que tinha observado na aula anterior.
O exercício de entradas e saídas foi muito bom.
Eles simplesmente precisavam entrar e olhar para a platéia, enquanto eu procurava salientar alguns gestos e ações involuntários que os alunos faziam neste momento.
Esse é um momento delicado é preciso apontar coisas de maneira delicada para que eles não se magoem ou se ofendam, é preciso perceber os detalhes de movimento, energia e sentimentos - O MUNDO CABE NUM DETALHE!
Quando a gente acerta em cheio parece que nasce um suspiro dentro deles!
Sempre saio da aula de alma lavada - no início achei que não daria certo, mas no fim a conexão havia sido criada!
Amo meus alunos!
Metade da turma presente, outra metade estava se arrumanda para a festa de rei e rainha da escola...
Concorrência forte!
A aula começou com mais resistência por parte dos alunos, pareciam cansados. Quando souberam que repetiríamos sempre o mesmo núcleo de aquecimento e energéticos fizeram um "ah sora!".
Mas embarcaram! Precisei estar muito presente para levantar a energia. Fiz muita coisa junto com eles para mobilizá-los.
Acredito que é importante estar junto, dizer os nomes durante os exercícios, apontar algumas coisas que eles estão fazendo. Os alunos se sentem vistos, valorizados e abre espaço para que eles observem as próprias ações e não somente executem.
O exercício dos animais foi interessante, eles exploraram, mas percebi que estavam aquém do que tinha observado na aula anterior.
O exercício de entradas e saídas foi muito bom.
Eles simplesmente precisavam entrar e olhar para a platéia, enquanto eu procurava salientar alguns gestos e ações involuntários que os alunos faziam neste momento.
Esse é um momento delicado é preciso apontar coisas de maneira delicada para que eles não se magoem ou se ofendam, é preciso perceber os detalhes de movimento, energia e sentimentos - O MUNDO CABE NUM DETALHE!
Quando a gente acerta em cheio parece que nasce um suspiro dentro deles!
Sempre saio da aula de alma lavada - no início achei que não daria certo, mas no fim a conexão havia sido criada!
Amo meus alunos!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Só para lembrar I
Os alunos, em nosso primeiro dia de oficina, fizeram 40 minutos de exercícios energéticos!!!
uau!
Viva eles!
uau!
Viva eles!
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Identidade docente
Comecei a fazer um relato no meu outro blog sobre meu trabalho como palhaça e acabei fazendo uma reflexão a respeito da minha intervenção como professora na oficina E O PALHAÇO O QUE É?, então compartilho com vocês algumas questões que orientam a construção da minha identidade como professora da arte clownesca.
Segue parte do relato registrado no blog http:\\anafuchs.blogspot.com
Como requisito para meu estágio probatório como professora efetiva do Colégio de Aplicação da UFRGS, preciso desenvolver uma pesquisa e resolvi, então, buscar um elo entre o trabalho em sala de aula e minha paixão pelo palhaço.
Segue parte do relato registrado no blog http:\\anafuchs.blogspot.com
Como requisito para meu estágio probatório como professora efetiva do Colégio de Aplicação da UFRGS, preciso desenvolver uma pesquisa e resolvi, então, buscar um elo entre o trabalho em sala de aula e minha paixão pelo palhaço.
Desse desejo nasce a pesquisa O PALHAÇO NO CONTEXTO ESCOLAR, que tem como objetivo abrir um espaço para a experimentação do jogo do palhaço pelos alunos, assim como verificar e analisar as influências (transformações e contribuições - ou não) da figura clownesca no cotidiano da escola. Então preparei uma oficina e uma série de entrevistas para desenvolver com os alunos.
A questão deste momento é que ao preparar a oficina e ministrar acabo muitas vezes conduzindo e participando dos trabalhos, principalmente os energéticos (que eu sempre tive muita dificuldade para trabalhar sozinha - sozinha continuo com dificuldade mas em grupo funcionou).
Então ao mesmo tempo que estou ministrando a oficina aproveito para colocar o meu corpo a disposição do trabalho, o que de alguma forma me ajuda a entender também o trabalho corporal de meus alunos, pois em diversos momentos me coloco como um espelho buscando entender e construir junto com os alunos o significado dessas ações. Hoje cheguei a me perguntar se por vezes não acabo induzindo os alunos a algumas imagens ou outras coisas que não fazem parte da origem da ação primeira a partir do meu sentimento em relação ao movimento do aluno...terei que prestar mais atenção se isso é real, bom ou não!
Talvez nesse momento ainda tenha espaço para isso, a intervenção é no sentido trazer para o plano da tomada de consciência dos alunos de suas ações, assim como possibilitar um olhar que resignifique aqueles movimentos que nascem de gestos espontâneos.
Obs.: esse texto é uma mistura de blogs - um blogmix!
De volta para o futuro
Quando estruturei a oficina E O PALHAÇO O QUE É? meu objetivo era retomar a interação com aqueles alunos que em 2007 fizeram os primeiros experimentos de palhaço no contexto escolar.
Eu estava presa à relação afetuosa e mágica que permanece em minha memória.
Quando foi montado o grupo da oficina apenas 11 daqueles alunos conseguiram vaga, o que em um primeiro momento me deixou um pouco frustrada e com medo?
Como trabalhar o palhaço com alunos com poucas referências a respeito do jogo do clown? Seria mais fácil (talvez) com aqueles que já haviam experimentado!
Engano (mais uma vez)!
Vejo agora, depois deste primeira aula, milhares de novas possibilidades que me colocam frente ao futuro, frente a descobertas da minha identidade como professora diante da linguagem do palhaço.
Possibilidades que apontam para o encontro de um novo jogo, com novas pessoas.
Possibilidades que ma fazem sentir nas coxias (naquele escuro) esperando o momento de entrar em cena, quando só depois do primeiro passo, em que nos deparamos com o público, as coisas começam a acontecer!
As coisas começaram a acontecer! O que vai dar não sei!
Mas essa expectativa de não saber o que vai dar, mas estar ali é extremamente MÁGICA!
Demos o primeiro passo!
Eu estava presa à relação afetuosa e mágica que permanece em minha memória.
Quando foi montado o grupo da oficina apenas 11 daqueles alunos conseguiram vaga, o que em um primeiro momento me deixou um pouco frustrada e com medo?
Como trabalhar o palhaço com alunos com poucas referências a respeito do jogo do clown? Seria mais fácil (talvez) com aqueles que já haviam experimentado!
Engano (mais uma vez)!
Vejo agora, depois deste primeira aula, milhares de novas possibilidades que me colocam frente ao futuro, frente a descobertas da minha identidade como professora diante da linguagem do palhaço.
Possibilidades que apontam para o encontro de um novo jogo, com novas pessoas.
Possibilidades que ma fazem sentir nas coxias (naquele escuro) esperando o momento de entrar em cena, quando só depois do primeiro passo, em que nos deparamos com o público, as coisas começam a acontecer!
As coisas começaram a acontecer! O que vai dar não sei!
Mas essa expectativa de não saber o que vai dar, mas estar ali é extremamente MÁGICA!
Demos o primeiro passo!
OVERDOSE
Hoje foi minha primeira aula com este projeto.
Tenho 26 alunos inscritos.
Destes somente 11 alunos fizeram parte da minha primeira experiência com clowns na escola em 2007.
Vim preparada para receber uma turma de adolescentes com vontade de se divertir mas sem muitas disponibilidade para uma experimentação mais profunda de si e do jogo do palhaço.
Engano meu!
Ainda estou em estado de choque, melhor em êxtase!
Todos trabalharam muito, sem parar, sem questionar! Concentrados, extremamente disponíveis.
Preparei uma aula bem punk, com exercício físicos na maior parte do tempo. Um dos objetivos era expor, de fato, a realidade do trabalho de construção do palhaço.Um trabalho árduo, cansativo mas que pode ser repleto de riso e poesia.
Caso algum aluno não se identificasse com a proposta ainda poderia optar em trocar de oficina... Vamos ver se alguém vai desistir! Acredito que não!
E acredito nisso, não por que a oficina tenha sido maravilhosa, mas pela atmosfera que se criou. Um estado de verdade, de sinceridade, de vontade, de espera de algo especial - que aconteceu!
Pelo menos para mim e para os meus olhos!
Queridos alunos MUITO OBRIGADA POR ESSA EXPERIÊNCIA MARAVILHOSA!
Tenho 26 alunos inscritos.
Destes somente 11 alunos fizeram parte da minha primeira experiência com clowns na escola em 2007.
Vim preparada para receber uma turma de adolescentes com vontade de se divertir mas sem muitas disponibilidade para uma experimentação mais profunda de si e do jogo do palhaço.
Engano meu!
Ainda estou em estado de choque, melhor em êxtase!
Todos trabalharam muito, sem parar, sem questionar! Concentrados, extremamente disponíveis.
Preparei uma aula bem punk, com exercício físicos na maior parte do tempo. Um dos objetivos era expor, de fato, a realidade do trabalho de construção do palhaço.Um trabalho árduo, cansativo mas que pode ser repleto de riso e poesia.
Caso algum aluno não se identificasse com a proposta ainda poderia optar em trocar de oficina... Vamos ver se alguém vai desistir! Acredito que não!
E acredito nisso, não por que a oficina tenha sido maravilhosa, mas pela atmosfera que se criou. Um estado de verdade, de sinceridade, de vontade, de espera de algo especial - que aconteceu!
Pelo menos para mim e para os meus olhos!
Queridos alunos MUITO OBRIGADA POR ESSA EXPERIÊNCIA MARAVILHOSA!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Hoje
E O PALHAÇO O QUE É?
Esse é o nome da oficina que vou ministrar para o ensino médio do Colégio de Aplicação da UFRGS.
O objetivo é proporcionar um espaço de experimentação do jogo do clown.
Estou um pouco ansiosa porque vou apresentar minha cena de 15 minutos (a mesma do festival) para então apresentar proposta da oficina aos alunos.
Após as 15h poderei relatar a experiência!
Beijos
Ana (ansiosa feliz) Fuchs
Esse é o nome da oficina que vou ministrar para o ensino médio do Colégio de Aplicação da UFRGS.
O objetivo é proporcionar um espaço de experimentação do jogo do clown.
Estou um pouco ansiosa porque vou apresentar minha cena de 15 minutos (a mesma do festival) para então apresentar proposta da oficina aos alunos.
Após as 15h poderei relatar a experiência!
Beijos
Ana (ansiosa feliz) Fuchs
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Encontros
Acabo de encontrar no bar da escola dois antigos alunos que participaram do PICADEIRO!!!!
Sorrisos no rosto, recordações daquela experiência e o melhor
"Professora, todo mundo daquela 6ª série vai se inscrever no Picadeiro!!!!"
Sorrisos no rosto, recordações daquela experiência e o melhor
"Professora, todo mundo daquela 6ª série vai se inscrever no Picadeiro!!!!"
domingo, 31 de julho de 2011
Lugar de palhaço é na escola!!!!
Muitas coisas tornam o palhaço importante em TODOS OS LUGARES, e principalmente na escola!
A figura do palhaço, por si só, está presente no imaginário das pessoas de inúmeras formas, reúne um conjunto de sensações e sentimentos que vão da alegria à tristeza, do desprezo à generosidade. Quando o palhaço invade um espaço, o local e as relações que se estabelecem neste, se revestem de novos significados. Quando um ator ou aluno-ator experimenta um processo de auto-conhecimento (necessário para o desenvolvimento da figura do palhaço), aceitação e revelação. Da mesma forma tem a possibilidade de experimentar os mais variados estados de humor e as relações com os outros (colegas de cena ou platéia), tendo em vista as características da linguagem e do jogo clownesco.
No meu entendimento, o trabalho com o palhaço no contexto escolar pode se constituir num importante instrumento de aprendizagem tanto ao que se refere aos conteúdos teatrais quanto a outros que perpassam diferentes disciplinas e os denominados conteúdos transversais presentes na LDB.
Seguem alguns aspectos que considero importantes no trabalho com o jogo do palhaço na escola:
a) contribui para o desenvolvimento das relações interpessoais, na medida em que se reconhece e se explora as individualidades de cada um e se fortalecem as relações dentro do grupo de trabalho, o que amplia os recursos para o jogo de cena e abre espaço para uma atmosfera de trabalho prazerosa e de liberdade no grupo;
b) possibilita a construção do jogo cênico, na medida em que desenvolve a compreensão da própria ação e da ação do colega, assim como das respostas da plateia frente às ações cênicas;
c) contribui para o desenvolvimento de diversos conteúdos teatrais, o que vai além do jogo do palhaço, pois permite um reconhecimento das características de expressão individuais e coletivas, que podem ser utilizadas em outros momentos de construção teatral, como desenvolvimento de personagens, figuras, ação dramática, etc.;
d) possibilita o desenvolvimento de ações cênicas criativas, a partir de uma lógica de ação que vai além dos comportamentos cotidianos e que então promovem a construção de ações diferentes das conhecidas e permitidas no convívio diário;
e) possibilita uma reflexão sobre o indivíduo e sobre o mundo que o cerca, na medida em que permite a experimentação de diferentes maneiras de entendimento sobre determinadas situações, pois instiga a exploração, ampliação e subversão das ações, sem a censura ou limitação da razão, através de um jogo aberto no qual toda forma de resolução dos desafios cênicos pode ser utilizada.
Acredito que, além das características acima citadas, existem outras contribuições do trabalho com o jogo clownesco no contexto escolar, como: o espaço de riso e a aprendizagem através do prazer, a transgressão, a crítica social, desenvolvimento moral e ético, a resignificação do espaço escolar como local de alegria e riso, entre tantas outras.
PORQUÊS...com ou sem acento, separado ou não!
Minha paixão pelo clown reside em duas características, que são a base da arte clownesca: a revelação e a interação. Características essas que colocam o indivíduo de frente com a própria imagem e as próprias ações, enfatizando seu lado humano e promovendo interações através do jogo.
“O clown não é apenas uma linguagem, é, também, uma forma de olhar o mundo, de se reconhecer humano e de reconhecer a humanidade nos outros.” (ICLE, 2006, p. 12).
O trabalho com o palhaço possibilita um conhecimento profundo das potencialidades criativas de cada individuo, na medida em que permite um processo de auto-conhecimento e a construção de um estado de jogo. Os jogos e exercícios característicos da arte clownesca propiciam o desenvolvimento do jogo cênico dos alunos, justamente por criarem uma atmosfera de “permissão”, onde tudo é possível através da máscara do palhaço. Segundo Puccetti (2000), a máscara do clown serve como um espelho da sociedade, revela as inúmeras facetas do ser humano, permite a crítica, o olhar distorcido e o reconhecer de si.
“O clown é aquele que fica face a face com todas as direções do ser humano, ou seja, entra em contato com todas as nuances do ser, revelando-as e permitindo que possamos rir de nós mesmos.” (PUCCETTI, 2000, p. 89).
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