Segue parte do relato registrado no blog http:\\anafuchs.blogspot.com
Como requisito para meu estágio probatório como professora efetiva do Colégio de Aplicação da UFRGS, preciso desenvolver uma pesquisa e resolvi, então, buscar um elo entre o trabalho em sala de aula e minha paixão pelo palhaço.
Desse desejo nasce a pesquisa O PALHAÇO NO CONTEXTO ESCOLAR, que tem como objetivo abrir um espaço para a experimentação do jogo do palhaço pelos alunos, assim como verificar e analisar as influências (transformações e contribuições - ou não) da figura clownesca no cotidiano da escola. Então preparei uma oficina e uma série de entrevistas para desenvolver com os alunos.
A questão deste momento é que ao preparar a oficina e ministrar acabo muitas vezes conduzindo e participando dos trabalhos, principalmente os energéticos (que eu sempre tive muita dificuldade para trabalhar sozinha - sozinha continuo com dificuldade mas em grupo funcionou).
Então ao mesmo tempo que estou ministrando a oficina aproveito para colocar o meu corpo a disposição do trabalho, o que de alguma forma me ajuda a entender também o trabalho corporal de meus alunos, pois em diversos momentos me coloco como um espelho buscando entender e construir junto com os alunos o significado dessas ações. Hoje cheguei a me perguntar se por vezes não acabo induzindo os alunos a algumas imagens ou outras coisas que não fazem parte da origem da ação primeira a partir do meu sentimento em relação ao movimento do aluno...terei que prestar mais atenção se isso é real, bom ou não!
Talvez nesse momento ainda tenha espaço para isso, a intervenção é no sentido trazer para o plano da tomada de consciência dos alunos de suas ações, assim como possibilitar um olhar que resignifique aqueles movimentos que nascem de gestos espontâneos.
Obs.: esse texto é uma mistura de blogs - um blogmix!
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