quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fronteiras I

Um blog respinga no outro! Quando questiono meu trabalho como palhaça também questiono meu trabalho como prof. na oficina  - O PALHAÇO O QUE É?.
A questão agora é o reconhecer a fronteira entre o "eu", o pessoal e individual de cada um e o a construção do palhaço, ou melhor o espiar do palhaço de cada um. Porque é importante que fique bem claro, que em nenhum momento pretendo fazer uma iniciação de clown com os alunos, o objetivo é oportunizar o experimentar do jogo do palhaço e um espiar de si e suas possibilidades clownescas, ou se preferirem cômicas!
Bom, retomar a linha de pesamento para não perder este "fio" entre as inúmeras justificativas que prevejo ter que dar um dia, pela minha audácia em trabalhar com o clown na escola!
Retomando o fio:
O primeiro momento da oficina chamo de "descoberta de si", que é a parte de perceber, revelar, compreender e depois fazer uso das possibilidades expressivas e cômicas de cada um. Para isso estou investindo numa série de exercícios que buscam desconstruir um pouco os comportamentos cotidianos.
Na construção da personalidade e comportamento adulto a inserção no mundo coletivo é fundamental. Saímos da base familiar para o núcleo social e nessa trajetória uma séries de comportamentos são constituídos. Ações, gestos e movimentos são estruturados, de forma consciente ou não, buscando a interação com nossos pares. Nessa construção parte de nosso comportamento torna-se enrijecido e limitado, calcado num repertório de ações que já sabemos funcionar para nos comunicar com o outro, nos proteger ou nos colocar diante das situações. Nesse contexto ações, gestos ou movimentos espontâneos começam a se distanciar desse cotidiano, porque aquilo que é espontâneo (não espontaneísta) causa surpresa e pode sair de nosso controle de ação e reação (do outro e de nós mesmos)!
Onde quero chegar?
Na construção de ações espontâneas e criativas! Na importância do trabalho do palhaço na escola como forma de espaço para o desenvolvimento constante das ações criativas, espontâneas e como espaço para o reconhecimento do EU na sua totalidade, de máscara social mas também de...INTEIREZA (não tenho neste momento uma palavra melhor para tentar descrever humanidade, para descrever aquilo que vai além do comportamento socialmente aceito ou socialmente necessário).
E aqui perco novamente meu fio porque preciso desenvolver essa idéia de comportamento necessário socialmente e que equivocadamente pouco incluí o que é espontâneo, criativo, absurdo, diferente, enlouquente, que escapa dos padrões.
Tentando retomar o fio:
Quando se trabalha com a arte do palhaço é preciso reconhecer e desenvolver as máscaras, as diferentes facetas do ser humano. Rir, brincar, criar poesia com suas possibilidades.

Preciso aqui incluir partes do texto do Ricardo Puccetti e outro do Burnier, mas minhas idéias estão pipocando então foi aproveitar depois cato a parte do conteúdo que também é desencadeados das minhas dúvidas!

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